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out 25, 2019
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Por que as equipes de superstars não funcionam no CS:GO?

FaZe: a equipe mais notável de superstars

Comparativo com os "galácticos"

Outras equipes de superstars e seus problemas

Astralis: a equipe anti-FaZe

Por que as equipes de superstars não funcionam no CS:GO?

Imagine o seguinte: você é o gerente geral de uma organização de e-sports e deseja dar um grande salto no mundo do CS:GO. Você acredita que a melhor maneira de fazer isso é escolher os cinco jogadores com melhor desempenho do mundo e incluí-los em uma lista.

A questão é

As chamadas "equipes de superstars" são um conceito fortemente estabelecido no mundo do CS:GO. Você não precisa pesquisar muito nos tópicos do Reddit ou nos fóruns do HLTV.org para ver os fãs pensando em possíveis combinações de forma constante.

Infelizmente para eles, as nuances do jogo são muito mais do que "aperte a tecla 'w' e atire na cabeça". O CS:GO exige que os jogadores sejam mantidos em diferentes posições, cada uma importante à sua maneira. Tradicionalmente, uma equipe conta com um jogador de destaque, mas com vários jogadores em funções de apoio e, muito importante, um líder experiente no jogo.

FaZe: o exemplo mais notável

Por ser a equipe internacional de estrelas de maior sucesso, a formação atual da FaZe corresponde à equipe mais próxima do que poderia verdadeiramente representar o que chamamos de "superequipe". A equipe teve início em 2015, quando o site Kinguin estabeleceu uma equipe formada por vários jogadores europeus talentosos e veteranos que não se encaixavam em equipes regionais, incluindo Mikail "Maikelele" Bill, antigo AWPer da NiP, e o veterano belga Adil "ScreaM" Benrlitom.

A política da FaZe e dos "galácticos" do Real Madrid, no início dos anos 2000, é uma comparação adequada.

A equipe passou por muitas iterações e formações, atraindo talentos e grandes nomes antes de chegar ao que é a FaZe. Entre os nomes que fizeram parte da FaZe antes de 2018 estão o vencedor do Majors, Fabien "kioShiMa" Fiey; Aleksi "allu" Jalli, antigo AWPer da NiP; e o IGL Finn "karrigan" Andersen.

Os maiores nomes, no entanto, se juntaram à equipe em 2017. O primeiro foi Nikola "NiKo" Kovac, frequentemente apontado como "a próxima grande promessa", jogador que procurava voltar a se concentrar apenas nas suas jogadas, em vez de ser forçado a ocupar a posição de IGL (capitão da equipe) como acabou acontecendo. Isso resultou em um grande sucesso para a FaZe, que chegou às finais de três eventos consecutivos, e venceu um deles. A boa fase durou até o PGL Krakow Major, no qual a equipe foi eliminada durante a fase de grupos.

O próximo jogador foi Lasislav "GuardiaN" Kovacs. O AWPer eslovaco havia acabado de deixar a Na`Vi após passar um mês como reserva depois do seu lugar na equipe ter sido ocupado por Oleksandr "s1mple" Kostyliev. Foi então que o maior nome: o duas vezes vencedor do Majors, eleito melhor jogador do mundo em 2015, Olof "olofmeister" Kajbjer, entrou para a equipe depois de deixar a Fnatic. Essas mudanças levaram a equipe a conquistar três vitórias em torneios e a chegar à grande final de cinco torneios.

Uma comparação entre a FaZe e os "galácticos"

Várias pessoas oferecem uma comparação bastante adequada entre a FaZe e a política de "galácticos" do Real Madrid durante os anos 2000. Para quem não sabe, esse era um período em que, ao menos uma vez por temporada, o Real Madrid contratava um dos maiores jogadores do mundo e o escalava na equipe.

Foi uma estrutura que garantiu à equipe grande sucesso... até que não funcionou mais. Na maioria das vezes, eles se concentravam em contratar os melhores talentos ofensivos, como Figo, Zidane ou Beckham, mas nunca se concentraram no aspecto defensivo do futebol. Depois de três anos de sucesso em torneios, a equipe entrou em desordem e uma reconstrução foi necessária.

Ainda esperamos para ver uma equipe de superstars conquistando grandes resultados no longo prazo. As que chegam mais perto disso geralmente alternam constantemente seus jogadores de funções gerais.

Isso pode ser facilmente percebido no início de 2018, quando a equipe começou a desmoronar. Depois que a equipe conquistou o segundo lugar no ELEAGUE Boston Major, ficando a apenas um passo de reivindicar um troféu do Majors, algo pareceu mudar na equipe.

Nos três torneios seguintes, a FaZe chegou à final apenas uma vez, e então olofmeister precisou ser afastado por causa de uma lesão. O primeiro grande nome a passar pela equipe na época foi Richard "Xizt" Landström, ex-IGL da NiP e vencedor do Majors, que permaneceu com a FaZe por apenas um mês. Foi um início difícil, mas a equipe ainda conseguiu vencer o IEM Sydney durante esse período de três eventos.

A equipe mudou de estratégia e assinou o pouco conhecido norueguês Jørgen "cromen" Robertsen para a sequência de três eventos seguinte. Algo semelhante aconteceu quando a FaZe foi campeã do ESL One Belo Horizonte, terminando entre os quatro primeiros na 5ª temporada da ECS e no ESL One Cologne.

Ambas as contratações tinham uma tendência semelhante, uma vez que nenhum dos jogadores era o tipo de estrela chamativa com a qual a FaZe estava habituada, como olofmeister. A natureza gritante dessa diferença pôde ser vista assim que ele retornou, quando a FaZe foi eliminada e terminou o ELEAGUE Premier em último lugar. Nos dois torneios seguintes, incluindo o Majors, a equipe foi eliminada nos playoffs.

A FaZe conquistou apenas uma vitória no torneio antes do início de 2019, durante o EPICENTER 2018. No final do ano, NiKo assumiu o manto de IGL da FaZe, eventualmente removendo karrigan da equipe. 2019 continuou mal, já que uma mistura de egos e falta de ação por parte da organização significava que eles não podiam garantir um quinto jogador, criando um verdadeiro rodízio de estrelas anteriores, incluindo Filip "NEO" Kubski, vencedor do Majors e do prêmio 1.6 legend; e Dauren "AdreN" Kystaubayev, vencedor do Majors, em várias passagens na equipe.

A FaZe começou a apresentar os primeiros sinais de estabilidade, mas mesmo essa estabilidade veio acompanhada de um problema. Depois do Major de Berlim, no qual a equipe terminou entre o 12º e o 14º lugares, GuardiaN deixou a FaZe para se juntar novamente à Na`Vi. Para substituir GuardiaN, a equipe contratou Marcelo “coldzera” David, bi-campeão do Majors que estava, por escolha própria, na reserva da MIBR. A saída de GuardiaN significava que a FaZe precisaria substituir mais um jogador, com o jovem e desconhecido Helvijs "broky" Saukants também se juntando à equipe.

Com a presença do letão, que, certamente, não é uma estrela, apenas um bom jogador em posições gerais, este poderia ser o primeiro sinal de que a equipe está se afastando do objetivo de ser completamente composta por estrelas em 2019. Por outro lado, NiKo continua na posição de IGL e, com a equipe terminando seu primeiro evento, o ESL One New York, em último lugar, a FaZe poderia estar diante de uma jornada difícil em direção à recuperação.

Outras equipes de superstars e seus problemas

A FaZe não é a única equipe de superstars vista no CS:GO. Na segunda metade de 2018, a MIBR tentou unir o elenco da melhor equipe brasileira e dois vencedores do Majors vindos da formação da Cloud9. Depois de vários resultados negativos em torneios, com apenas uma vitória em um torneio de segundo nível e com a conquista de apenas dois segundos lugares, o projeto foi abortado e a equipe retornou a uma escalação apenas com jogadores brasileiros.

A Astralis construiu sua equipe tendo estratégia em mente, em vez do poder de grandes estrelas.

A mousesports está trabalhando na sua própria versão de uma equipe de superstars. Reconstruída após fracassar no FACEIT Major, sua escalação europeia conta com vários talentos mais jovens, não testados anteriormente. São jogadores pelos quais uma equipe como a FaZe não se interessaria, necessariamente. Enquanto essa estratégia está funcionando bem para a equipe no momento, com uma lenta conquista de resultados, seu experimento anterior teve um resultado terrível e desabou durante o FACEIT Major.

Até o momento no CS:GO, ainda estamos esperando para ver uma equipe de superstars conquistando grandes resultados no longo prazo. As equipes que chegam mais perto disso rotacionam seus jogadores de posições gerais, ou caem rapidamente, após um período alcançando resultados meteóricos.

Astralis: a equipe anti-FaZe

Para ver um exemplo de equipe que conseguiu sucesso ao escolher uma estratégia completamente oposta, basta olhar para a Astralis. Os gigantes dinamarqueses venceram o maior número de Majors da era CS:GO e são o único time a vencer três Majors consecutivos. Objetivamente falando, eles são a melhor equipe do mundo.

A Astralis construiu sua equipe tendo estratégia em mente, em vez do poder de grandes estrelas. A equipe contratou o novo IGL Lukas “gla1ve” Rossander e o jovem talento Emil “Magisk” Reif para se adequar ao seu sistema. Em vez de escolher estrelas conhecidas e grandes nomes, a equipe continuou caminhando rumo à direção escolhida. Essa atitude trouxe a eles sucesso sem igual, conquistando oito vitórias em eventos em 2018, e o primeiro lugar nos últimos três Majors que a equipe disputou.

Portanto, se você deseja criar a equipe de CS:GO dos seus sonhos, busque o equilíbrio e mantenha seu foco na estratégia, em vez do poder bruto.

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Sobre o autor

Michael Moriarty

Michael has previously worked as an award winning freelance writer in the world of Esports for over 4 years, specialising in CS:GO and Rocket League. Outside of Esports and gaming, Michael is a supporter of AFC Wimbledon in football and occasionally watches a bit of snooker.

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