jun 7, 2021
jun 7, 2021

Copa América 2021: prévia do Grupo A

Copa América 2021: previsões para o Grupo A

Prévias para Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai

Que seleção será a vencedora do Grupo A da Copa América 2021?

Estatísticas do Grupo A da Copa América 2021

Copa América 2021: prévia do Grupo A
O Grupo A da Copa América 2021 conta com equipes bastante respeitáveis como Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai, e todas estarão de olho na possibilidade de avançar para a próxima fase. Quem são os favoritos e o que esperar de cada equipe? Continue lendo para fazer uma previsão bem informada para as suas apostas no Grupo A da Copa América 2021.

Copa América 2021: previsões para o Grupo A

Equipe

Pontos projetados da Pinnacle

Argentina

8,5

Chile

6,5

Uruguai

6,5

Paraguai

4,5

Bolívia

1,5

Aposte: probabilidades para o Grupo A da Copa América

Copa América 2021: programação do Grupo A

14 de junho: Argentina x Chile, Paraguai x Bolívia

18 de junho: Chile x Bolívia, Argentina x Uruguai

21 de junho: Uruguai x Chile, Argentina x Paraguai

24 de junho: Bolívia x Uruguai, Chile x Paraguai

28 de junho: Uruguai x Paraguai, Bolívia x Argentina

Argentina

Técnico: Lionel Scaloni

Principal jogador: Lionel Messi

Classificação mundial da FIFA (Maio 2021): 8º

Desempenho recente: Copa do Mundo 2018 – Oitavas de final, Copa América 2019 – Semifinais

Probabilidades para vencer o Grupo A: 1,769*

Probabilidades para vencer a Copa América 2021: 3,570*

Sistema tático

A configuração tática da Argentina tem mudado regularmente em resposta à disponibilidade de jogadores e à escalação e estratégia do adversário. Algumas vezes, a equipe empregou o sistema 4-4-1-1, com Messi jogando mais livremente atrás do atacante avançado. Em outras ocasiões, o time entrou em campo com laterais e dois avançados. Outras vezes, os argentinos usaram um 4-3-2-1 mais restrito, ou um 4-3-3 convencional.

Em vez de tentar prever um sistema que provavelmente mudará e evoluirá ao longo do torneio, pretendo me concentrar em algumas parcerias e abordagens priorizadas por Lionel Scaloni até o momento.

A Argentina busca construir o jogo a partir de um núcleo sólido de meio-campistas técnicos e passes conservadores, com excelente consciência defensiva. Jogadores que trabalham juntos na cobertura do meio-campo, mas também são eficazes em avançar com passes progressivos, para quebrar a linha adversária.

Apesar de ter chegado à final duas vezes nos últimos seis anos, a Argentina não vence a Copa América desde 1993.

Rodrigo de Paul, Guido Rodríguez, Leandro Paredes, Giovani Lo Celso, Nicolás Domínguez e Exequiel Palacios são jogadores que podem ser usados avançados, no meio-campo ou como alas, se necessário, em diferentes sistemas e combinações. O foco nesses jogadores foi a maior contribuição de Scaloni para a equipe, melhorando o desempenho argentino. Cada um deles possui a qualidade necessária para levar a bola até Messi, para que o craque não precise recuar demais em campo para encontrar a bola.

Lautaro Martínez também foi extremamente importante para a melhoria do time, criando mais espaço para Messi. O atacante conta com excelente movimentação, além de ser muito confiante nas suas habilidades. Muitos outros atacantes argentinos costumam apenas tentar levar a bola até Messi, se escondendo de sua responsabilidade pela seleção, mas Martínez empurra e pressiona a defesa adversária com sua movimentação, liberando espaço para Messi, mas, se o craque não marcar, ele próprio avançará com a jogada.

Defensivamente, a Argentina ainda deixa muito a desejar e isso é uma grande preocupação. Nicolás Otamendi frequentemente perde a posse de bola sob o mínimo de pressão. Nomes como Lisandro Martínez, Lucas Martínez Quarta e Cristian Romero eram jovens altamente cotados, mas que chegaram ao auge de suas carreiras sem amadurecer como o esperado.

Principais jogadores

Não é preciso dizer que Lionel Messi é o grande destaque da Argentina, tendo comprovado repetidamente sua capacidade de vencer um jogo a qualquer momento. O superastro é mortal em lances de bola parada, capaz de driblar sem esforço, acertar o fundo da rede adversária mesmo de fora da área, tirar zagueiros de suas posições, além de ser um exímio criador de oportunidades de passe para receber a bola e marcar, ou colocar outro companheiro diante do gol adversário. O notável tornou-se normal para Messi há mais de uma década.

Lautaro Martínez é fundamental para a equipe porque abre espaço para Messi e também dá à defesa adversária outra ameaça para enfrentar.

Escalação

Scaloni terá de decidir se pretende jogar com Messi recuado atrás de Lautaro Martínez, com ambos avançados ou com Messi infiltrando a grande área. Isso provavelmente dependerá dos adversários e do desempenho dos dois jogadores durante o torneio. A equipe conta com muitos meio-campistas de grande qualidade adequados para ocupar diferentes funções e imagino que o sistema determinará quem começa na área.

Mais importante, será preciso minimizar as fraquezas defensivas da seleção. O técnico chegou a experimentar com defesas de três e quatro homens e, embora a proteção tenha melhorado na grande área, esta ainda é uma vulnerabilidade significativa para o time. Se outras equipes pressionarem a defesa argentina de forma agressiva, provavelmente serão recompensadas com uma série de grandes oportunidades.

Quais as expectativas da seleção?

Apesar de ter chegado à final duas vezes nos últimos seis anos, a Argentina não vence a Copa América desde 1993. Embora o futebol argentino esteja claramente passando por uma fase de transição, sempre esperamos o melhor da equipe em qualquer grande torneio. A Argentina ainda não está entre as grandes favoritas do torneio, mas não seria impossível para eles conquistar o título caso seus jogadores mais experientes conseguissem entregar seu melhor desempenho.

A seleção obviamente tem qualidade ofensiva para marcar gols contra qualquer adversário na competição. A dúvida é se uma defesa pouco convincente será capaz de manter segura a retaguarda enquanto o ataque avança. No entanto, à medida que a competição se aproxima, a Argentina parece uma equipe mais completa e cheia de qualidade. Se as peças certas se encaixarem quando chegar a hora, não seria impossível levar o título de volta para casa.

Bolívia

Técnico: César Farías

Principal jogador: Marcelo Moreno

Classificação mundial da FIFA (Maio 2021): 81º

Desempenho recente: Copa do Mundo 2018 – Não se qualificou, Copa América 2019 – Fase de grupos

Probabilidades para vencer o Grupo A: 51,000*

Probabilidades para vencer a Copa América 2021: 177,880*

Sistema tático

Em geral, a Bolívia costuma jogar de forma mais agressiva para tentar vencer seus jogos em casa, mas adota uma postura predominantemente defensiva, buscando não perder fora de casa – uma estratégia que, historicamente, não rendeu muito sucesso para a equipe na Copa América. O único título deles na competição foi conquistado em La Paz em 1963, com Chile e Uruguai retirando-se do torneio, enquanto Argentina e Brasil enviaram equipes reservas.

A Bolívia geralmente alterna entre um sistema 4-2-3-1, que pode então mudar para um 4-5-1 quando a equipe não está com a posse de bola ou um formato 4-4-2. Até recentemente, era Carlos Saucedo, de 41 anos, que dividia o ataque com o craque Marcelo Moreno, mas com Saucedo fora da Copa América, pode ser que Rodrigo Ramallo, do Club Always Ready, assuma a posição.

Moreno é excelente em jogadas aéreas e um verdadeiro ponto focal para toda a ação da lateral da equipe.

Alejandro Chumacero tem sido a grande estrela internacional da Bolívia, ao lado de Moreno, mas está lesionado e não participará do torneio, o que será um grande golpe para a equipe. Enérgico, o meio-campista é capaz de jogar em quase qualquer posição com um desempenho igualmente consistente e impressionante.

A Bolívia conta com dois meio-campistas talentosos e inventivos, Henry e Ramiro Vaca. Os dois são meias-ofensivos criativos e com boa capacidade técnica. O desempenho de Ramiro tem sido consistentemente positivo pelo The Strongest, enquanto Henry, talvez generosamente apelidado de “Bolivian Messi”, se mudou para o Brasil por empréstimo antes de voltar para casa devido à alegação de falta de disciplina.

A Bolívia tem alguns jogadores talentosos, mas a falta de confiança longe de jogar em grandes altitudes significa que serão os seus zagueiros e um bom goleiro, Carlos Lampe, os mais importantes em suas chances de um bom desempenho.

Principais jogadores

Experiente no ataque, Marcelo Moreno é o maior artilheiro da Bolívia em todos os tempos e um dos poucos jogadores convocados para a seleção que joga fora do país. Moreno é excelente em jogadas aéreas e um verdadeiro ponto focal para toda a ação da lateral da equipe. Ele atualmente joga na segunda divisão brasileira, tentando ajudar o gigante de Belo Horizonte, o Cruzeiro, a ser promovido.

O goleiro Carlos Lampe esteve excelente na Libertadores deste ano e será importante para a Bolívia na Copa América. Em boa forma, Lampe fez uma breve passagem pelo Boca Juniors e tem sido consistentemente um dos jogadores com melhor desempenho na primeira divisão boliviana durante grande parte de sua carreira.

Escalação

À frente da seleção, César Farías terá de decidir entre colocar em campo uma equipe com dois atacantes ou usar alas avançados para apoiar o jogo de Marcelo Moreno.

Outra grande questão será como, onde e quantos Vacas ele poderá incorporar à mistura. O uso constante de rigidez defensiva significa que ambos (os Vacas) têm sofrido para conseguir entrar em campo, mas com menos pressão e liberdade para correr riscos, talvez eles possam desempenhar um papel maior na equipe.

Finalmente, a defesa colombiana passou por mudanças significativas, e será interessante observar como ela se comporta. O zagueiro Adrián Jusino joga atualmente na Grécia e deve ser o principal titular, mas os ex-regulares José Carrasco e Gabriel Valverde não foram incluídos.

Quais as expectativas da seleção?

Infelizmente, poucas. Jogar fora de La Paz com grandes desfalques e muitas mudanças recentes aponta para um cenário de poucas esperanças para os torcedores bolivianos. Um gol, ou talvez uma partida sem sofrer gols, já seria percebido por muitos com um resultado aceitável. Se os Vacas conseguirem manifestar um pouco da sua mágica, poderão animar o público e iluminar um pouco o futuro da equipe nas eliminatórias da Copa do Mundo.

Chile

Técnico: Martín Lasarte

Principal jogador: Alexis Sánchez

Classificação mundial da FIFA (Maio 2021): 19º

Desempenho recente: Copa do Mundo de 2018 – Não se qualificou, Copa América 2019 – Semifinais

Probabilidades para vencer o Grupo A: 5,550*

Probabilidades para vencer a Copa América 2021: 13,650*

Sistema tático

O Chile disse adeus ao técnico Reinaldo Rueda, agora dirigente do esquadrão colombiano, no início do ano. A chegada do uruguaio Martín Lasarte resultou em algumas adições interessantes, mas os principais jogadores da equipe (Alexis Sánchez, Gary Medel, Jean Beausejour, Claudio Bravo, Mauricio Isla, Charles Aránguiz e Eduardo Vargas) já vestem a camisa da seleção há cerca de uma década.

A falta de altura na zaga foi um fator determinante na busca de estabelecer uma linha defensiva alta para os chilenos, pressionando os adversários de forma agressiva. Com a inclusão dos gigantes Guillermo Maripán (1,94 m), do Mônaco, e Francisco Sierralta (1,93 m), do Watford, ao elenco, essa preocupação está um pouco menor. Enzo Roco é outro zagueiro acima de 1,90, enquanto Sebastián Vegas, do Monterrey, se sai muito bem em jogadas aéreas. Gary Medel é a única opção em potencial da equipe que não apresenta a fisicalidade normalmente esperada de um defensor.

O Chile realmente carece de zagueiros de alta qualidade e será interessante observar como Lasarte pretende abordar essa situação.

Com isso, os chilenos poderão, se quiserem, jogar com uma linha de defesa mais incisiva do que a que vem usando, e também que a equipe conta com opções talentosas e experientes no ataque. Erick Pulgar é alto e serve como um excelente âncora no meio-campo, ao lado do elegante Charles Aránguiz e do tenaz e influente Arturo Vidal.

O Chile provavelmente jogará com dois alas em um sistema 4-3-3, mas os jogadores recuados atrás do atacante central certamente se infiltrarão para apoiá-lo. Alexis Sánchez costumava fornecer apoio ao ataque, mas, com tantos outros nomes disponíveis, provavelmente jogará na ala esquerda junto com Carlos Palacios, de 20 anos, que oferecerá uma opção bastante rápida, complexa e eficaz pela direita.

Eduardo Vargas foi o artilheiro nas edições de 2015 e 2017 do torneio e fará de tudo para manter sua vaga como titular no ataque. Felipe Mora, que joga na MLS pelo Portland Timbers, pode ser uma alternativa, enquanto Ben Brereton, do Blackburn, pode fazer sua estreia com a camisa da seleção, oferecendo uma opção mais física.

Principais jogadores

Alexis Sánchez e Arturo Vidal são claramente os grandes destaques da seleção chilena. No entanto, eu diria que Erick Pulgar e Charles Aránguiz talvez sejam igualmente importantes para a equipe, comandando o meio-campo com tranquilidade e proporcionando uma base sólida para todos os jogadores à frente. Pulgar é um meio-campista alto, forte e dominante, com passes muito consistentes, enquanto Aránguiz é um craque extremamente técnico, inteligente e articulado.

Na minha opinião, se o Chile quiser progredir entre as fileiras deste torneio, Pulgar e Aránguiz serão fundamentais para recuperar e manter a posse de bola.

Decisões para o técnico

Maripán está praticamente garantido como titular, mas os nomes que se juntarão a ele no coração da defesa ainda são uma decisão complicada para o comandante. Medel foi convertido em um zagueiro central eficaz, mas sofre com uma séria falta de altura e pode sofrer diante de jogadores rápidos ou complexos, dada a sua falta de velocidade ao girar. O Chile realmente carece de zagueiros de alta qualidade e será interessante observar como Lasarte pretende lidar com essa fraqueza potencial.

Os meio-campistas mais promissores são bastante óbvios, mas ainda resta saber como estarão configuradas as opções de ataque. A ausência de um atacante central óbvio sugere que o técnico provavelmente optará por fluidez e troca entre os três atacantes. Devemos ficar de olho nos resultados disso.

Quais as expectativas da seleção?

Os torcedores do Chile esperam que sua geração de ouro se despeça com honra nesta Copa América. A equipe traz uma base sólida e, se Alexis Sánchez encontrar o caminho até a grande área, o perigo para os oponentes será imenso.

Eu classificaria o Chile como azarão, mas um azarão com experiência e qualidade para superar qualquer equipe neste torneio.

Paraguai

Técnico: Eduardo Berizzo

Principal jogador: Miguel Almirón

Classificação mundial da FIFA (maio de 2021): 35º

Desempenho recente: Copa do Mundo de 2018 – Não se qualificou, Copa América 2019 – Quartas de final

Probabilidades para vencer o Grupo A:11,000*

Probabilidades para vencer a Copa América 2021: 36,890*

Sistema tático

Tradicionalmente, o sucesso paraguaio foi construído em torno de desempenhos defensivos organizados, difíceis, assertivos e intransigentes. São jogadores que não têm medo de se machucar e farão o que for necessário para garantir os pontos em campo. Por anos, essa abordagem fez desse país relativamente pequeno um adversário frequente e um grande desafio na Copa do Mundo.

Sem a qualidade agressiva e criativa do elenco de meados dos anos 2000, o Paraguai se tornou um pouco unidimensional e limitado. O técnico Berizzo vem tentando desenvolver um estilo de jogo mais expansivo e assertivo, mas isso vai contra o que se provou eficaz para a equipe.

Miguel Almirón tem sido absolutamente vital para o Paraguai.

O time costuma jogar com uma defesa muito profunda, geralmente composta por quatro zagueiros centrais bastante recuados, principalmente contra seus adversários mais poderosos. Essa estratégia é complementada por meio-campistas fortes e disciplinados na frente.

Na última Copa América, eles muitas vezes apostaram em atacantes avançados, algo que definitivamente não combina com o estilo de contra-ataque do grupo. Miguel Almirón teria de carregar sozinho a bola ao longo do campo para tentar encontrar esses atacantes estáticos na linha de ataque.

Nos últimos meses, os irmãos Óscar e Angel Romero, foram movidos para as laterais, e isso deve tornar as coisas muito mais interessantes. Em conjunto com Miguel Almirón, a dupla poderia transformar o Paraguai em uma equipe muito mais dinâmica, criativa e veloz, complementando as bases absolutamente sólidas estabelecidas pela zaga.

Principais jogadores

Miguel Almirón tem sido absolutamente vital para o Paraguai, tanto quando a equipe joga mais na defensiva quanto nas ocasiões em que a ordem é avançar e partir para o ataque. Ele é incrivelmente altruísta, pressionando o adversário e servindo com uma saída vital em situações importantes.

Embora os zagueiros paraguaios mereçam boa parte do crédito pelos empates recentes contra Brasil e Argentina, penso que nenhum dos dois teria sido possível sem que Almirón aliviasse a pressão e forçasse a oposição a recuar com suas arrancadas rápidas.

A dupla defensiva central formada pelo capitão Gustavo Gomez, do Palmeiras, e Fabián Balbuena, do West Ham, também é absolutamente indispensável para a equipe

Escalação

Berizzo deve tentar equilibrar o desejo de ser mais assertivo e ambicioso nos jogos com a manutenção da organização, disciplina e rigidez defensiva que tem mantido o Paraguai competitivo, mesmo sem poder cobrir efetivamente todas as áreas.

Se o Paraguai conseguir manter uma defesa forte, complementar o meio-campo e dar liberdade a jogadores como Almirón, Angelo e Romero certamente tornará a equipe interessante.

Quais as expectativas da seleção?

Muitos paraguaios se orgulham da capacidade de sua seleção de obter resultados por qualquer meio necessário, então a mudança para um estilo de jogo mais assertivo não foi uma resposta às demandas dos fãs. Em uma equipe habituada a vencer a qualquer custo, Berizzo ainda precisa comprovar o valor da sua abordagem.

O Paraguai ainda não tem certeza do que fazer com tudo isso, mas as expectativas são de um torneio competitivo, com mais sinais de otimismo antes da retomada das eliminatórias para a Copa do Mundo. Tudo indica que eles se classificarão pelo grupo e a capacidade do Paraguai de proteger um resultado pode se provar essencial na fase eliminatória.

Uruguai

Técnico: Óscar Tabárez

Principal jogador: Diego Godín

Classificação mundial da FIFA (Maio 2021): 9º

Desempenho recente: Copa do Mundo 2018 – Quartas de final, Copa América 2019 – Quartas de final

Probabilidades para vencer o Grupo A: 3,800*

Probabilidades para vencer a Copa América 2021: 8,800*

Sistema tático

Durante anos, o Uruguai costumava jogar com um par de zagueiros centrais e dois atacantes de classe mundial, mas os outros jogadores seriam um tanto inferiores. Os artilheiros Cavani e Suarez continuam na equipe e os defensores centrais (Godín e Gimenez) também rostos familiares, mas o meio-campo da equipe agora também está repleto de talentos de elite.

Diego Godín continua sendo um grande líder defensivo, exercendo muita influência na seleção nacional.

O meio-campo uruguaio ostenta nomes como Lucas Torreira (Atlético de Madrid), Rodrigo Betancur (Juventus), Matias Vecino (Inter) e Nahitan Nandez (Cagliari), prontos para desempenhar uma série de funções na região central do campo.

Isso injeta uma flexibilidade sutil ao sistema 4-4-2 costumeiro da seleção, além de estabelecer um núcleo muito forte para um potencial 4-3-3 com a ajuda dos alas e atacantes articulados, empolgantes e inventivos que eles têm à disposição.

Giorgian de Arrascaeta (Flamengo) e Nicolás De La Cruz (River) são dois dos melhores meio-campistas da América do Sul, enquanto Brian Rodríguez, emprestado na Espanha pelo LAFC, é um ala direto muito perigoso.

O Uruguai agora conta com pessoal para implementar confortavelmente um 4-4-2, um 4-4-2 estreito em formato de diamante, um 4-2-3-1 ou um 4-3-3. Essa nova escalação da seleção permite que eles dominem o meio-campo, em vez de confiar na solidez defensiva e se apoiar nos momentos de brilhantismo da dupla de ataque.

Principais jogadores

Godín ainda é um líder defensivo extremamente influente para o Uruguai, mas seu parceiro Gimenez agora é provavelmente o homem-chave na defesa. O jogador do Atlético de Madrid é um dos melhores zagueiros centrais do mundo e parece incrivelmente à vontade no coração da defesa organizada do Uruguai.

Também será fascinante observar se Federico Valverde e Rodrigo Betancur conseguem estabelecer uma boa parceria no meio do campo. A dupla promete desempenho de classe mundial para a seleção e poderia permanecer unida no comando do show pela próxima década.

Escalação

Óscar Tabárez desempenhou um papel fundamental na formação da seleção uruguaia desde o início dos anos 1980, quando assumiu a seleção sub-20. Ele esteve à frente do Uruguai no final da década de 80 e voltou ao cargo em 2006, permanecendo desde então.

Tabárez fez um excelente trabalho construindo uma equipe incrivelmente eficaz, dando aos seus craques a chance de brilhar ao mesmo tempo que os incentiva a integrar uma unidade coletiva unificada e coesa.

O time costumava jogar alternando puramente entre defesa e ataque, mas o surgimento de grandes meio-campistas com habilidade de passe deu início a uma transição não muito confortável e que ainda está em andamento. Espera-se que o Uruguai supere os desafios e encontre uma forma de estabelecer um equilíbrio delicado. É preciso mudar, mas sem prejudicar a rigidez da defesa ou embotar o ataque letal quando o objetivo é capacitar opções talentosas no meio-campo.

Essa é a conta sensível que Tabárez precisa fazer bater. Dito isso, a abundância repentina de talentos de meio-campo jogando em nível de elite certamente não deve ser percebida como um problema!

Quais as expectativas da seleção?

O Uruguai sabe que pode vencer e o país todo assistirá a cada segundo com muito entusiasmo. Sem dúvida, eles estão na conversa; ostentando defensores, atacantes e, agora, meio-campistas de classe mundial.

Além de muita habilidade, a seleção conta com toda a paixão, comprometimento e unidade incomparáveis, que podem fazer toda a diferença para a equipe. Minha opinião é que, se eles não vencerem, certamente chegarão perto.

Leia nossas prévias para o Grupo B e as previsões para a Copa América 2021 antes do início da fase de grupos com informações sobre as equipes, estatísticas e análises, além dos insights das probabilidades da Pinnacle.

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