mai 7, 2019
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Seleção adversa: o que considerar antes de fazer uma aposta

O que é a seleção adversa?

Seleção adversa nos mercados de apostas

Especialistas em apostas e a seleção adversa

Seleção adversa: o que considerar antes de fazer uma aposta

O único interveniente com acesso à totalidade das informações num mercado de apostas é a casa de apostas. Por que motivo é que as casas de apostas conseguem ver o panorama geral? Por que motivo é que os apostadores devem considerar a seleção adversa antes de fazerem uma aposta? Continue a ler para saber a resposta.

O que é a seleção adversa?

A seleção adversa ocorre em mercados nos quais os compradores e os vendedores têm diferentes níveis de informação sobre o bem que estão a negociar.

O conceito foi descrito reconhecidamente na obra de Akerlof “The Market for Lemons”, que se centrava sobre o mercado dos carros usados. Akerlof considerava que os futuros compradores não eram capazes de distinguir entre carros de alta qualidade, denominado “pêssegos”, e de baixa qualidade, denominados “limões”.

Se os compradores não estiverem informados sobre o nível de qualidade de um determinado carro em comparação ao atual proprietário do carro, não se sentirá disposto a pagar um preço justo por um pêssego.

Isso baixará o preço de mercado para valores abaixo do nível exigido para os potenciais vendedores de pêssegos. Como resultado, só os limões são potencialmente vendidos pelos seus proprietários. Tal pode levar ao colapso do mercado.

Seleção adversa nos mercados de apostas

A assimetria das informações está no centro de cada mercado de apostas. Pela sua própria natureza, a casa de apostas geralmente sabe mais sobre a possibilidade de ocorrência de um determinado evento que o apostador.

Tal acontece porque a casa de apostas tem acesso a todas as informações disponíveis no mercado graças aos seus clientes e, por isso, consegue ver o panorama completo. O apostador normalmente tem acesso a menos informações e de qualidade inferior.

O apostador depara-se com aquilo que é conhecido como um problema de seleção adversa, uma vez que tem uma desvantagem de informação relativamente à casa de apostas. O vendedor (casa de apostas) dispõe do panorama completo e percebe muito bem quanto vale uma aposta. Uma etapa nesta fase não é diferente de comprar um dos “limões” de Akerlof.

Porque é que os mercados de apostas ainda existem?

No cenário hipotético de Akerlof, o autor defendia que a relutância dos vendedores de “pêssegos” faria com que os compradores perdessem a confiança no mercado e poderia até eventualmente dar origem ao colapso completo do mercado. Uma vez que o mercado de apostas tem uma estrutura informativa igualmente desequilibrada, porque é que os apostadores simplesmente não param de fazer apostas?

Algumas soluções para este facto sugerem que a resposta é simplesmente que as apostas são uma atividade irracional, que os apostadores têm excesso de confiança ou que a diversão obtida nas apostas supera as perdas de um apostador.

Contudo, sabemos com certeza que alguns apostadores têm lucro e, por isso, é provável que o encanto de encontrar um “pêssego” entre os “limões” faça com que os apostadores voltem.

Aplicação da seleção adversa às apostas

Sem dúvida, existem aplicações aqui para os apostadores conscientes de que estão a trabalhar num mercado de “limões”. Antes de fazer uma aposta, pense: “Se eu estivesse a comprar um carro usado, que aspetos consideraria?”.

Em alternativa, considere o seguinte. Por que motivo quererá um comprador comprar um carro usado se o vendedor quer tanto vendê-lo àquele preço? Afinal, o vendedor sabe mais sobre o carro. Da mesma forma, pergunte a si próprio por que motivo está a “comprar” uma aposta que uma casa de apostas, com acesso a toda essa informação, lhe quer vender. 

Tem uma vantagem informativa suficiente para superar essa desvantagem? Em caso negativo, reconsidere os motivos pelos quais está a fazer a aposta em primeiro lugar.

Os especialistas em apostas estão a vender “pêssegos” ou “limões”?

Num mercado de limões, vislumbrar um “pêssego” raro é uma competência muito desejada.

A procura de previsões exatas é insaciável enquanto que os fornecedores fiáveis são poucos e distantes entre si. A lacuna entre a procura e a oferta cria oportunidades para que os fornecedores sem escrúpulos preencham o vazio ao levarem os clientes desesperados a pensar que estão a conseguir algo que mais ninguém sabe como fornecer.

Dentro do mercado de apostas, tal leva os especialistas de apostas com vários níveis de fiabilidade a disponibilizarem os seus serviços. Numa situação semelhante ao mercado de carros usados de Akerlof, poderia argumentar-se que os maus especialistas em apostas são responsáveis por expulsarem os bons, ao diminuírem a qualidade geral das previsões disponíveis no mercado, podendo fazer com que, eventualmente, todos os previsores sejam percebidos como indignos de confiança.

É por este motivo que a análise do registo de um especialista de apostas é tão importante. O mercado dos carros usados pode não funcionar de forma eficiente sem verificações padrão e proteção ao consumidor, frequentemente na forma de “Leis Lemon” (garantias de lei).

Um bom especialista em apostas tem de reduzir a assimetria entre si próprio e os apostadores ao ser honesto quanto à sua rentabilidade para poder permitir aos consumidores identificar “pêssegos” fiáveis. Algo menos do que isto sugere que eles podem muito bem estar a fornecer “limões” ao mercado.

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